terça-feira, 22 de março de 2011

A arte da enfermagem

Campanhas criativas contra o tabagismo

Desde que foi proibido a publicidade voltada para o uso de cigarros, os profissionais de comunicação não desperdiçaram sua criatividade e usaram para criar ótimos anúncios contra o tabagismo. Confira!


















Blogbotapraraxa

Bebê no balde?



O banho do bebê no balde é uma técnica bastante curiosa, onde a criança é colocada no recipiente com água para que a higienização do seu corpo aconteça. Essa forma inusitada de banho é uma opção interessante para os recém-nascidos, isso porque o balde simula o útero materno.


Os especialistas ainda estudam os motivos que tornam o banho do bebê em balde mais agradável e os resultados são impressionantes. Quando o recém-nascido sente o contato com a água e permanece uma posição fetal, ele relembra a sensação acolhedora do útero de sua mãe, por isso não chora tanto como no banho convencional na banheira.


Submersos em água do pescoço para baixo, os bebês encontram tranqüilidade e não sentem estranhamento das sensações diferentes, é essa uma técnica que permite a adaptação a um novo ambiente. O banho requer um balde especial, no Brasil temos o Tummytub, um modelo vendido pelo preço de 120 reais.


Cuidardebebe

Anorexia


Anorexia
O termo anorexia vem do grego, significando falta de apetite. O termo, na verdade , é errôneo, já que a falta de apetite é rara, pois o indivíduo muitas vezes sentem fome, mas procuram negá-la.
A síndrome foi identificada como entidade clínica em 1868, por Gull e Lasígue, apesar de Ter sido descrita em 1694 por Richard Morton, que relatava um emagrecimento auto-induzido em decorrência de um medo mórbido de ganhar peso.
As características essenciais da anorexia nervosa são: recusa do indivíduo de manter um peso corporal na faixa normal mínima associado à um temor intenso de ganhar peso. Esse distúrbio é caracterizado por distúrbios severos no comportamento alimentar, que merecem análise cuidadosa no que diz respeito aos aspectos e cuidados nutricionais.

A comunidade científica trata a (AN) como sintomas do inconsciente da cultura
contemporânea.
Na realidade, trata-se de uma perturbação significativa na percepção do esquema corporal, ou seja, da auto-percepção da forma e ou do tamanho do corpo.
Parece ter tornado-se do senso comum que tais transtornos são muito mais predominantes nas sociedades industrializadas, nas quais há abundância de comida e onde, especialmente para as mulheres, é considerada atraente a pessoa que é magra. Contraditoriamente, “em algumas culturas, a percepção distorcida do corpo pode não ser proeminente, e a motivação expressa para a restrição alimentar poderia Ter um conteúdo diferente, como o desconforto espigástrico.
A anorexia nervosa tem fatores psicológicos, biológicos e sociais.

Epidemiologia 
A taxa de prevalência de indivíduos com Anorexia é de 1% e desses cerca de 90% dos casos de Anorexia Nervosa são em mulheres. Os casos acontecem com mais freqüência em classes sociais mais elevadas. Em 45% dos casos, a Anorexia acontece após uma dieta de emagrecimento. Em 40% acontece por competição, como por exemplo pessoas que sua profissão exige magreza como modelos e bailarinas.
Nas últimas décadas, tem crescido o número de relatos em meninas pré- púberes e em homens. As idades mais comuns de início ocorre na adolescência, mas até 5% dos pacientes com Anorexia Nervosa tem início logo após os 20 anos.

Etiologia 

Não se conhecem as causas fundamentais da Anorexia Nervosa. Há autores que evidenciam como causa a interação sociocultural mal adaptada, fatores biológicos, mecanismos psicológicos menos específicos e especial vulnerabilidade de personalidade.
Fatores biológicos: Incluem as alterações hormonais que ocorrem durante a puberdade e as disfunções de neuro- transmissores cerebrais (disfunção cerebral ao nível do hipotálomo, que comandam os estímulos da fome, da sede e amadurecimento sexual) tais como a dopamina, a serotonina, noradrenalina e dos pepitídeos opióides.
Vários trabalhos apontam para uma pré- disposição genética para o desenvolvimento da Anorexia. Estudos demonstram uma taxa se concordância muito maior em gêmeos monozigóticos em comparação com gêmeos dizigóticos (56% contra 5%). Parentes de primeiro graus de pacientes com Anorexia exibe um risco de aproximadamente 8 vezes maior de apresentar a doença do que a população geral.
Fatores psicológicos: Muitas anoréxicas pertencem a famílias rígidas e fechadas sobre elas próprias, e geralmente tem um relacionamento patológico com a mãe.

As anoréxicas são freqüentemente pessoas dependentes mas atuando de uma forma de perfeita independência, extremamente carente de afeto, quase obsessiva tendência para o perfeccionismo intelectual, que as leva quase incurável racionalização.
Há como que uma recusa inconsciente de crescer, tentando conservar as formas de infância. A tentativa de controle do corpo surge assim como uma forma inconsciente de compensação de um sentimento generalizado de incapacidade, de dependência e de dificuldade de autonomia.
Fatores socioculturais: Os aspectos socioculturais dos transtornos alimentares têm sido amplamente estudados e já foram objeto de inúmeros trabalhos médicos, antropológicos, sociológicos e históricos. O interesse pelo tema decorre de observações, encontradas já nas primeiras descrições contemporâneas destes transtornos, de que a extrema valorização da magreza nas sociedades ocidentais desenvolvidas estaria fortemente associada à ocorrência de anorexia nervosa.
Os dados revelam também que anorexia nervosa pareça ser mais prevalente em
países ocidentais e são claramente mais freqüentes entre as mulheres jovens, especialmente aquelas pertencentes aos estratos sociais mais elevados destas sociedades, o que fortalece sua conexão com fatores socioculturais.
A pressão cultural para emagrecer é considerada um elemento fundamental da
etiologia dos transtornos alimentares, que interage com fatores biológicos, psicológicos e familiares para gerar a preocupação excessiva com o corpo e o pavor doentio de engordar, característicos da anorexia nervosa.

A influência dos aspectos socioculturais é marcante.
Os transtornos alimentares, na forma como se apresentam hoje em dia, emergem das pesquisas epidemiológicas como doenças relativamente modernas e predominantemente ocidentais. Segundo DiNicola (1990), a concepção de um modelo de compreensão dos transtornos alimentares que explique os dados sobre sua ocorrência e distribuição deve incluir necessariamente a abordagem do contexto sociocultural onde ocorrem.
Nas sociedades afluentes, ao mesmo tempo em que observamos uma oferta abundante de alimentos de alto teor calórico e de rápido consumo, e a vida cotidiana se torna cada vez mais sedentária, as modelos e atrizes de sucesso, representantes dos padrões ideais de beleza feminina, são extremamente magras e muitas vezes apresentam um corpo de pré- adolescente, com formas pouco definidas.
Assim, as sociedades ocidentais contemporâneas vivem atualmente sob o
ideal da magreza e da boa forma física. Este padrão se impõe especialmente para asa mulheres, nas quais a aparência física representa uma importante medida de valor pessoal. Proliferam novas e miraculosas dietas para emagrecimento.

Apesar na falta de informação com sólida base empírica e das limitações metodológicas de algumas pesquisas sobre transtornos alimentares em países
não europeus ou norte-americanos, a descrição crescente da ocorrência da anorexia nervosa em outras sociedades tem oferecido dados para a argumentação contrária à visão dos transtornos alimentares como síndrome restrita à cultura ocidental.
O processo de aculturação parece também ter alguma influência na
ocorrência dos transtornos alimentares entre imigrantes residindo em países ocidentais de primeiro mundo e nas minorias étnicas destes países.
Segundo autores, a razão para este aumento se deve a melhores métodos de detecção de caso, maior acesso ao sistema de saúde, mudanças nos padrões sócio-econômicos e mais ampla adoção do padrão de magreza.

Quais as teorias psicológicas que tentam explicar o que acontece com alguém com transtorno alimentar?

As teorias psicológicas tentam discutir e compreender como se dá a relação do ser humano com o alimento e a forma corporal, bem como de que forma isso poderia se relacionar com o modo pelo as anoréxicas pensam, sentem e se comportam.
De modo bem simples, poderíamos destacar a visão psicanalítica e a visão cognitivista a respeito dos transtornos alimentares, porque são as formas de psicoterapia maios utilizadas no tratamento individual ou em grupo dessas pacientes.
A visão psicanalítica se formou, a partir dos estudos e teorias de Sigmund Freud, o criador da Psicanálise, no início de século. Entre outras idéias, formulou que a causa da maioria dos problemas e sofrimentos psicológicos são conflitos, em geral entre os desejos do próprio indivíduo e os limites do ambiente e da sociedade. Anoréxicas e bulímicas passam, ao longo da vida, por diversas experiências de conflito e sofrimento psíquico, seja em aceitar a si próprias e às suas necessidades básicas (por exemplo, a de precisar de alimento), seja em relação às expectativas de outras pessoas, as quais buscam atender ( por exemplo, familiares). Contudo, para explicar por que problemas emocionais vão se refletir na alimentação, é preciso recordar outra das teorias de Freud, a respeito do desenvolvimento afetivos e sexual, que se inicia na infância. Ele dividiu em diversas etapas ou fases este desenvolvimento, no qual a criança vai descobrindo, em si mesma, fontes de sentimentos prazerosos e desprazerosos.

A primeira dessas etapas é justamente a chamada fase oral, na qual a criança, a partir do contato com o seio materno, associa a obtenção de alimento com o contato afetivo e o prazer. Obviamente, outros estudiosos modificam e ampliaram essas teorias. AO se entrar em contato com uma paciente anoréxica ou bulímica, percebe-se que o mais importante é que ela descubra qual é o significado (muitas vezes inconsciente e desconhecido para ela) do seu sintoma e como isso pode ser integrado e vivido de forma menos angustiante.
A visão cognitivista se baseia em uma outra teoria, a de que as cognições ou idéias do indivíduo influenciam a sua afetividade. No caso da Anorexia Nervosa e da bulimia nervosa, pessoas com esses tipos de problema teriam originalmente experiências que as fizeram pensar que somente se sentiriam melhor ou mais valorizadas se tivessem determinada aparência, não fossem obesas e para tanto tivessem que praticar dietas e comportamentos purgativos. Ademais, teriam erros de raciocínio ou “distorções cognitivas” que justificariam continuar mantendo esses comportamentos, como, por exemplo, “sou magra e estou bem”, “aquela comida vai me engordar, por isso nunca mais vou comê-la”, sem argumentos lógicos que justifiquem tais idéias.

Diagnósticos e características clínicas 

O aparecimento da Anorexia Nervosa ocorre entre os 10 e 30 anos de idade. Os pacientes fora desta faixa etária não representam casos típicos e, portanto, seus diagnósticos devem ser questionados. Após os 13 anos de idade, a freqüência do aparecimento da condição aumenta rapidamente, sendo máxima aos 17 ou 18 anos de idade. Em cerca de 85% de todos os pacientes com Anorexia Nervosa o surgimento da doença dá- se entre os 13 e 20 anos, alguns, antes dos 10 anos, eram “enjoados” para comer ou tinham freqüentes problemas digestivos.
Os critérios de diagnóstico do DSM-IV para Anorexia Nervosa são estes:
Recusas a manter o peso corporal em um nível igual ou acima do mínimo normal adequado a idade e a altura (por exemplo, perda de peso e levando a manutenção do peso corporal abaixo de 85% do esperado; o fracasso é inteiro ganho de peso esperado durante o período de crescimento, levando a um peso corporal menor que 85% do esperado).
Medo intenso de ganhar peso ou de se tornar gordo, mesmo estando com peso abaixo do normal.
Perturbação no modo de vivenciar o peso ou a forma do corpo, influencia indevida do peso ou da forma do corpo sobre a auto- avaliação, ou negação do baixo peso corporal atual.
Nas mulheres pós- menarca, amenorréia, isto é, ausência de pelo menos 3 ciclos menstruais consecutivos. (Considera-se que uma mulher tenha amenorréia se seus períodos ocorrem apenas após a administração de hormônio, por exemplo estrógeno).

Características físicas: 
Os pacientes geralmente chegam ao médico quando a perda de peso se torna aparente, o peso cai assustadoramente. Anoréxicas com 42 kg são consideradas de peso bom. Freqüentemente o peso chega a 36, 32, 28 kg ou menos.
A medida que a perda ponderal se aprofunda aparecem sinais físicos como hipotermia (temperatura abaixo de 35 C), edema (inchaço), bradicardia (coração bate mais lentamente), hipotensão (pressão arterial abaixo do normal), lanugo (pelos finos que recobrem a pele do rosto e outras partes do corpo), pele seca, intolerância ao frio, queda de cabelo, olhos fundos, envelhecimento precoce e outras alterações metabólicas.
Algumas pacientes chegam a atenção médica por causa da amenorréia que freqüentemente aparece antes de sua perda de peso ser perceptível.
Outras complicações médicas desse transtorno alimentar serão citadas logo abaixo:

Relacionadas a perda de peso: 

Caquexia: Perda de gordura, massa muscular, metabolismo tireoídeo reduzido, dificuldades para manter a temperatura corporal básica.
Cardíaca: Perda do músculo cardíaco, coração pequeno, arritmia cardíaca, parada cardíaca.
Digestivos gastrintestinais: Inchação, constipação (queixas de intestino preso), dor abdominal .
Reprodutivas: Baixos níveis de hormônios luteinizante (LH) e hormônio folículo- estimulante (FSH).
Hematológicas: leucopenia (diminuição do número de leucócitos: diminuição da defesa do organismo a infecções).
Neuropsiquiátricas: Sentido de paladar anormal
Esqueléticas: Osteoporose (Conseqüência do baixo consumo e absorção de cálcio).
Endócrinas: Hipotireoidismo

Relacionadas a purgação (vômitos e uso de laxantes) 


Digestivas- gastrintestinais: Inflamação e aumento das glândulas salivares e pancreáticas e aumento da amilase sérica, erosão esofágica e gástrica.
Dentárias: Erosão do esmalte dentário
Neuropsiquiátricas: Convulsões, fadiga e fraqueza.

Características psicológicas: 
Surgimento da doença dá-se entre os 13 e 20 anos.
Meninas inteligentes, bonitas, perfeccionistas e espertas.
Existe uma preocupação em comer em público.
Enquanto fazem uma refeição tentam livrar-se do alimento colocando-o no guardanapo ou escondendo-o nos bolsos.
Cortam a carne em pedaços muito pequenos e levam muito tempo mexendo com a comida no prato.
Sentimento de inutilidade
Pensamento inflexível
Isolamento social (até mesmo namoro)
Expressão emocional demasiadamente refreadas
Sua auto- estima está associada ao grau de sua forma e peso corporais
A perda de peso é vista como uma conquista, é um sinal de auto- disciplina
E o ganho de peso é visto como um fracasso
Os indivíduos com estes transtornos até reconhecem que estão magros, mas negam as implicações de seu estado de desnutrição, ou até mesmo a morte.
A indução de vômitos, onde uma simples escova de dentes ou cabo de uma colher se tornam ótimos instrumentos para induzir o vômito (se não vomitarem se sentem sujas).
Abuso de laxantes e diuréticos que conduzem ao mórbido emagrecimento desejado.
Irritabilidade (pouco conversam)
Agressividade
Choro
Adoram cozinhar e servir comida para os outros, mas elas mesmas fazem exercícios físicos exageradamente
Acham que o tratamento é totalmente desnecessário

Transtornos mentais associados: 

Transtornos depressivos tais como: humor deprimido, retraimento social, irritabilidade, insônia e interesse diminuído por sexo. Esses pacientes podem ter um quadro clínico e sintomático que satisfaz os critérios para um transtorno depressivo maior. Estes sintomas de perturbação de humor deve portanto ser reavaliados após uma reavaliação completa ou parcial do peso.
A depressão também é muito freqüente entre indivíduos com AN.
Transtornos Obsessivos Compulsivos: Pessoas com TOC sente-se aprisionadas por pensamentos e comportamentos que se repetem e que o próprio indivíduo considera absurdos, desagradáveis e impossíveis de fazer cessar.
Quando os indivíduos com AN apresentam obsessões e compulsões não relacionadas a alimentos, forma corporal ou peso, podem haver um diagnóstico conjunto e concomitante de transtornos obsessivo compulsivo que são relacionados quando não são relacionados com comida.


Alguns sinais e comportamentos de risco devem estar em observação constante para que a doença possa ser evitada. São eles:

- excesso de exercícios físicos;
- restrição de diversas comidas, principalmente as mais calóricas ou gordurosas;
- fadiga;
- desconforto com a presença da comida;
- hábitos alimentares diferentes, como cortar a comida em minúsculos pedaços;
- avaliação freqüente do próprio peso;
- culpa ou vergonha de comer;
- dores de cabeça;
- dificuldade de alimentação na frente de outras pessoas;
- depressão;
- irritabilidade;
- mudanças de humor constantes;
- inseguranças pessoais;
- busca por aprovação;
- perfeccionismo;
- a diminuição gradativa das atividades sociais e isolamento também é uma característica da anorexia, mas pode ser confundidad com a “Síndrome da Adolescência Normal”, que também relata comportamentos de isolamento em adolescentes.

Timidez tem cura?


    Timidez tem cura?












Você odeia ser o centro das atenções? Novos estudos mostram que é possível superar a insegurança e a ansiedade.


Meu amigo Joe Raffetto, de Borrego Springs, na Califórnia, é sempre o primeiro a ser convidado para uma festa. Ri de um jeito tão agradável que faz com que cada pessoa a seu redor se sinta a mais fascinante da sala. Faz novos amigos entre os tipos mais variados tão rápido que sua rede de amizades já lhe rendeu três casamentos e uma coleção de histórias hilariantes.


Joe tem tanto jeito para atrair a atenção numa roda que sempre achei que fosse um talentoso contador de casos por natureza, que nunca havia precisado praticar. Fiquei chocada quando descobri que houve uma época em que Joe tinha pavor de falar com estranhos e seus contatos sociais se resumiam a “silêncios constrangedores”. Ele achava que nunca ia superar aquilo.


40% dos jovens se consideram tímidos. E a taxa sobe 1% ao ano, dizem os especialistas



Ao acreditar que meu amigo era um poço de charme, cometi um erro comum, diz Bernardo Carducci, diretor do Instituto de Pesquisa sobre a Timidez da Indiana Southeast University, nos Estados Unidos. “Achamos que pessoas seguras nasceram assim. Isso nos põe em desvantagem, porque pensamos que nunca conseguiríamos ser como elas.” Fazemos comparações com a pessoa mais simpática da sala ou com as que aparecem na TV. Quando vemos uma celebridade como George Clooney falar em programas de TV – elegante e engraçado, seduzindo os espectadores –, temos a sensação de que somos inconvenientes. Esquecemos que ele já fez aquilo centenas de vezes e tem um exército de assessores para prepará-lo.


A verdade é que a maior parte das pessoas seguras aprende deliberadamente algumas técnicas específicas, coisas como usar a linguagem do corpo, dispor-se a conversar com gente nova e concentrar-se no assunto em vez de se preocupar com o que os outros estão pensando. Joe Raffetto começou a ser mais extrovertido depois de se oferecer para dar palestras sobre golfinhos em escolas.


Quando começamos a fazer comparações sociais realistas, percebemos que um bom desempenho social não é uma coisa automática, mesmo para os mais talentosos. “Adquirir segurança é como aprender a usar um taco de golfe. O principal é saber o que é importante aprender e praticar”, diz Carducci. “Até Tiger Woods treina muitas horas por dia.”


Nosso corpo é uma máquina bem calibrada, mas os sinais que ele nos envia estão em sintonia com a Idade da Pedra. “No passado, quando os seres humanos se reuniam para caçar, não tínhamos sociedades em que alguém podia ficar mudando de grupo”, diz Jon Maner, professor de Psicologia Social da Universidade Estadual da Flórida. “Rejeição ou ostracismo provavelmente significavam morte.” Assim, evoluímos com uma suscetibilidade muito grande tanto à aceitação quanto à condenação social.


A mente humana é um labirinto sofisticado. Muitas vezes, tentar desviar a ansiedade nos deixa mais constrangidos. Arriscar-se um pouco, guardar bons exemplos e levar o crédito pelos acertos pode fazer com que qualquer um se torne muito mais seguro, até nas piores situações sociais.



Se estiver interessado em alguém, demonstreNão é preciso ter medo da pessoa por quem se sente atraído

Crie um alter ego Assuma uma identidade diferente, mais ousada que a sua. Assim pode ser mais insinuante. Se estiver com um espírito brincalhão, não vai se preocupar em ser rejeitado ou não.

Seja agradável Todo mundo prefere ouvir “você está certo”, em vez de “você está errado”. Fazer isso não só valoriza a inteligência e os valores da outra pessoa como mostra que você gosta dela;

Canalize seu charme infantil Os bebês, quando ainda não podem pedir ou convencer alguém a fazer alguma coisa, usam sorrisos inocentes e olhares expressivos para conquistar amor e atenção. Adote os mesmos recursos

Não tenha medo do “não” Ao demonstrar interesse, podemos, às vezes, ser rejeitados. Pense um pouco para ver se deu um passo em falso. Se perceber que não vale a pena insistir na conquista, parta para outra

Compreendendo os sinais do corpo A maior parte das pessoas tímidas ficaria surpresa ao saber que 40% dos jovens de hoje se consideram tímidos. E a taxa sobe 1% ao ano. Os pesquisadores atribuem esse aumento da percepção da timidez à diminuição do contato direto entre as pessoas e à falta de paciência com a demora natural para estabelecer um relacionamento.


A timidez também pode ser herdada. Em um estudo de Jerome Kagan, da Universidade Harvard, aproximadamente 20% dos bebês reagiram a estímulos – novos brinquedos, por exemplo – se agitando e choramingando. Muitos deles viraram crianças mais medrosas que as outras. Quando os pais as expuseram gradualmente a situações novas e inquietantes, o medo desapareceu. Em outras palavras, mesmo bebês que talvez tenham predisposição genética para a timidez podem aos poucos aprender a controlá-la.


Novos estudos mostram que algumas pessoas tímidas têm um gene que influi no fluxo do hormônio serotonina, tornando-as mais reativas ao estresse. Isso pode explicar por que antes de um acontecimento importante algumas pessoas, ao entrar em estado de alerta, reagem com ansiedade, enquanto outras mantêm a calma. Tudo isso sugere que a timidez pode ser uma característica da personalidade que não se pode mudar. Mas não é bem assim. Mesmo que a timidez tenha um componente genético e as pessoas tímidas jamais consigam eliminar a ansiedade, há estratégias comprovadas que ajudam qualquer um a melhorar.


A ansiedade pode variar de um grau leve (recusar convites) ao grave (agorafobia, que pode fazer as pessoas ficar presas em casa). Quase todo mundo fica nervoso em certas situações, como em uma entrevista de emprego. “O sistema nervoso de qualquer um que esteja vivo dispara quando a pessoa se levanta para se s apresentar”, observa Ron Hoff no livro I Can See You Naked (Posso Vê-lo Nu).


No entanto, manter a calma numa situação de pressão é uma habilidade que pode ser aprendida. Seis estudos compararam dois grupos de pessoas em alguma situação daquelas de arrepiar, como um discurso improvisado. Um grupo disse que sentia que o corpo estava fora de controle. O outro se dizia calmo. Em cinco dos seis estudos não havia diferenças fisiológicas entre eles. Todos tiveram um aumento parecido nos processos ativados pelo sistema nervoso autônomo, como suor e elevação dos batimentos cardíacos. “Quem é ansioso tende a prestar atenção no corpo e a dar muita importância a essas reações. Tem uma percepção subjetiva de que essas reações são muito maiores do que realmente são”, diz James J. Gross, diretor do laboratório de Psicofisiologia da Universidade Stanford, nos EUA.


Surpreendentemente, é possível criar uma crise de insegurança por causa de uma reação exagerada ao aumento normal do estado de alerta. Se é possível ficar nervoso apenas por interpretar mal os sinais do corpo, é possível se acalmar interpretando-os corretamente. A ironia de entender mal esses sinais do sistema nervoso é que, em vez de prejudicar, essa agitação natural pode melhorar o desempenho.


Essa ativação não é sinal de fracasso, mas de vontade de acertar. Quando o corpo se prepara antes de algum acontecimento, o coração bate com mais força e os músculos tremem. Mas a intensidade não se mantém indefinidamente, porque o sistema nervoso parassimpático logo entra em ação para restaurar o funcionamento normal. Se as reações físicas forem insuportáveis, podemos incentivar o processo de relaxamento, com técnicas como mover as articulações e respirar fundo.



Seja mais respeitado no trabalho
Para ser persuasivo, mostre como suas idéias vão ser boas para todos




O que você está tentando evitar? • É preciso enfrentar alguém no trabalho para resolver um assunto de seu interesse, mas isso causa ansiedade. Pense nas desvantagens de esperar e compare às vantagens de resolver tudo logo

Pare de enrolar • Você pretendia defender suas idéias, mas mudou de idéia no meio do caminho. Se isso acontecer, anote a razão. Quando perceber que está escrevendo sempre a mesma desculpa esfarrapada, vai ficar com vergonha e agir

Encolha seu chefe • Ao se sentir intimidado , imagine que seu corpo está crescendo até sua cabeça bater no teto. Seu chefe vai parecer uma criança pedindo um abraço. Imagine que está sorrindo para ela. A situação pode acabar bem

Estabeleça metas • Antes de uma entrevista de emprego, liste fatores que causam ansiedade. Enfrente os que podem ser controlados. Métodos como apresentações simuladas ajudam. O medo costuma ir embora .

A auto-estima é útil na maré social alta e na baixa Segundo Mark Leary, diretor do Departamento de Psicologia Social da Universidade de Duke, nossa forma de encarar a auto-estima está na contramão há décadas. Em vez de achar que a baixa auto-estima é uma maldição – e tentar desesperadamente inflá-la a níveis estratosféricos para que todos se sintam superbem consigo próprios o tempo inteiro –, deveríamos perceber que ela pode servir de medida para apontar como estamos nos saindo em nossos contatos sociais. “A auto-estima sobe e desce, agindo como um barômetro interno para medir como as coisas estão. Ela avisa quando é preciso resolver um problema e nos ajuda a perceber que não é preciso nos preocupar com outros”, diz Leary.




Esse barômetro pode ficar descontrolado se a s auto-estima tiver sido prejudicada no início da vida por situações como pais excessivamente críticos, provocações na escola ou abuso. Essas pessoas precisam tentar se livrar da crença constante de que estão fracassando, de preferência com a ajuda da terapia cognitiva comportamental, que mostrou ser eficiente no tratamento de distúrbios de ansiedade. Mesmo assim, para a maioria, as flutuações da auto-estima fornecem informações úteis para se orientar quando a maré social sobe ou desce.


Se estamos falando e alguém boceja, a auto-estima cai, avisando que é preciso mudar de assunto. Quando contamos uma piada e as pessoas dão risada, a auto-estima sobe como um foguete. Se não nos sentíssemos mal quando somos chatos e bem quando agradamos, não teríamos motivação para mudar de rumo. Para dominar as habilidades sociais, é preciso sintonizar a auto-estima. Em vez de ficar envergonhado e se fixar na ansiedade, é melhor fazer um esforço para criar situações positivas, que façam as pessoas ao redor ficar interessadas e se sentir felizes. Prestar menos atenção a si mesmo e mais atenção aos outros vai trazer recompensas, como o aumento das oportunidades sociais.




Falar em público não é o fim do mundoComo vencer a ansiedade e a timidez que impedem você de se expressar




Faça um ensaio Vista a roupa que pretende usar no dia da apresentação. Peça para alguém iluminar seus olhos enquanto fala. Aprenda a gostar da descarga de adrenalina


Antecipe o medo O nervosismo depende da importância do evento e do nível de certeza de que vamos nos sair bem. Avalie esses fatores para não ser pego de surpresa no grande dia


Faça rir Quando der informações importantes, faça uma pausa. Conte uma anedota para aliviar o clima. O humor bem colocado melhora a impressão que a platéia tem de você


Pense grande O público percebe quando você não quer se arriscar. Busque idéias interessantes e provocativas e certifique-se de que seu público saiba que você tem um papel importante
Analise o que você mais teme Quem é tímido tende a falar apenas quando o assunto é importante ou quando é necessário. Para começar a criar laços mais fortes com outras pessoas, faça uma mudança de cada vez, sugere o pesquisador Carducci. Se alguém começa a fazer trabalho voluntário, primeiro vai mudar para um ambiente novo. “Uma vez lá, tudo o que esperam de você é seu tempo. Você vai encontrar as mesmas pessoas várias vezes. Elas vão se acostumar com você, e você com elas”, diz. No fim, é possível convidar alguém para fazer alguma coisa em um lugar diferente, como sair para tomar um café.


As pessoas seguras aprendem técnicas específicas, como usar a linguagem do corpo.


As ansiedades pessoais podem servir para traçar um mapa das áreas que precisam de mudanças. Conan O’Brien, um sucesso incontestável nos EUA, disse ter descoberto que queria ser humorista e fazer shows ao vivo porque era a coisa que tinha mais medo de fazer. Quando apareceu pela primeira vez comandando o programa Late Night, da NBC, em 1993, os índices de audiência foram baixíssimos e as críticas piores ainda. O crítico de TV do Washington Post Tom Shales escreveu que O’Brien era um “aglomerado vivo de tiques nervosos irritantes” e implorou que “desaparecesse da televisão”. Ele insistiu e, anos depois, os críticos morderam a língua. O próprio Shales escreveu que O’Brian era “um dos maiores exemplos de autotransformação da história da TV”.


Esse é um testemunho tão marcante do poder da prática que a história sempre volta à tona, apesar de o próprio O’Brien querer esquecer aquela fase. “O que quer que eu faça, as pessoas ficam lembrando aqueles tempos difíceis do começo”, disse à emissora National Public Radio. “Se um meteoro gigante estivesse vindo em direção à Terra e eu construísse rapidamente um foguete para desviar o meteoro e salvasse o planeta da destruição, a manchete seria: O’Brien salva o mundo depois de um começo difícil.”


Algumas pessoas têm coragem suficiente para tentar uma “implosão”: enfrentar um desafio tão intimidante que depois dele nunca mais vão perder o rebolado. O lendário psicólogo Albert Ellis foi o pioneiro do “ataque frontal”. Em 1933, aos 19 anos, resolveu abordar todas as mulheres que se sentassem sozinhas em um banco do Jardim Botânico de Nova York. “Trinta foram embora imediatamente”, contou ao New York Times. “Falei com outras cem pela primeira vez na minha vida, sem me importar com a ansiedade. Ninguém vomitou e saiu correndo. Ninguém chamou a polícia.” Ellis aprendeu que rejeição não mata. Das primeiras 130 mulheres com quem foi falar, conseguiu convidar apenas uma para sair. “Mas na segunda centena peguei o jeito e consegui marcar alguns encontros”, disse.

A superestrela das comédias Will Ferrell, que se achava terrivelmente tímido, forçou-se a fazer maluquices em público. “Na faculdade, carregava um retroprojetor pelo campus com as calças caindo de um jeito que dava para ver minha b...”, disse Ferrell à revista People. “Foi assim que superei a timidez.” A diferença entre O’Brien e Ferrell e pessoas que não conseguem deixar de ser inibidas pode ser apenas uma. Em vez de ficar achando que eram prisioneiros da ansiedade, tiveram a brilhante idéia de não acreditar nisso e descobriram como se desafiar e se transformar. A lição? Até as piores situações têm um lado bom.
Copyright Psychology Today
Frase para afastar a timidez :
"Diante de qualquer pessoa e em qualquer situação, eu me sinto SEMPRE calmo (a) e seguro (a).
Nenhuma pessoa ou situação é capaz de me intimidar ou abalar minha tranquilidade".
(autor desconhecido)
A revista Mundo Estranho publicou uma matéria muito interessante sobre algumas curiosidades do nosso corpo. Com a consultoria de médicos, professores e outros especialistas.

Confiram algumas:
Por que piscar?
Piscamos em média 25 mil vezes por dia. Precisamos disso para espalhar lágrimas pelos olhos que devem sempre estar úmidos e lubrificados para se protegerem de corpos estranhos como a poeira.
Por dia um adulto produz de 1 a 2 litros de lágrimas.


Quantas vezes trocamos de pele?
As células se renovam a cada 20 ou 30 dias. Ou seja, ao longo da vida “trocamos” de pele mais ou menos mil vezes!



Qual a capacidade de ar dos pulmões?
Cerca de 5 litros de ar, porém somente meio litro é renovado a cada respiração. Como a freqüência respiratória é de cerca de 15 movimentos por minuto, respiramos 450 litros de ar em uma hora; 10.800 litros por dia ou ainda 3,9 milhões de litros em um ano!



Qual a quantidade de sangue que circula no corpo?
Cinco litros em média. Com o coração batendo na média de 70 vezes por minuto, a cada batida ele bombeia 90 mililitros de sangue que percorrem o corpo em apenas um minuto.



Qual o limite de comida suportada pelo estômago?
O estômago é um órgão elástico, quando vazio tem um volume de 50 mililitros. Porém ele pode aumentar 80 vezes sua capacidade se você comer sem parar. Isto equivale a 3 ou 4 litros de comida. Se a pessoa insistir em continuar comendo a reação natural é o vômito



Sangue ou Espermatozóide: Quem é mais rápido?
O Espermatozóide se move a cerca de 45 km/hora. Já o Sangue, na aorta ao sair do coração se move a incríveis 108 km/h. Para completar o grid da corrida temos o Espirro que alcança 150 km/h. Mas o vencedor é o Impulso nervoso que chega a impressionantes 360 km/h!



Qual a produção diária de gases?
Por volta de 1 a 1,5 litros. A maior parte é de gases que engolimos ao falar ou comer. Ele vai até o estômago que pode devolvê-lo pela boca na forma de arroto ou segue para o intestino.



Qual a quantidade de fezes produzidas por dia?
Em média, 150 gramas.



As unhas dos pés e das mãos crescem na mesma velocidade?
Não. As da mão crescem quatro vezes mais rápido do que as dos pés.



Fonte: Revista Mundo Estranho, Curiosando


segunda-feira, 21 de março de 2011

História da Enfermagem



A enfermagem surgiu por instinto de sobrevivência, quem tinha o dom procurava aprender, como as mulheres tinham a função de cuidar da família, foram elas que iniciaram as práticas. Com o passar do tempo essa profissão foi vista como sinal de poder, então os homens começaram as práticas e se apoderaram.

Nos primórdios a saúde era cuidada pelos sacerdotes dos templos que se transformaram em escolas, onde se ensinava o básico que se sabia. Mais a frente surgiram as escolas específicas no sul da Itália e na Sicília que foram se propagando.

A prática com a saúde passou a ser com base em experiências, conhecimentos, na observação de reações a cada doença e seus remédios.

Surge a fase hipocrática com base na observação, com isso Hipócrates foi considerado o "Pai da Medicina".

Nas épocas medievais a enfermagem aparece ainda como uma prática leiga. Na época renascentistas a enfermagem não era atrativa para as mulheres de nível elevado, pois os hospitais eram depósitos de doentes, onde independente do sexo ou idade todos ficavam no mesmo local.

Com o capitalismo, foi dada mais importância à enfermagem, considerando-a como uma atividade profissional institucionalizada.

Os ricos eram tratados em casa, enquanto que os pobre serviam de "cobaias" em benefícios dos ricos.

A enfermagem passa  a ter maior atuação quando Florence Nightingale nascida na Itália e filha de ingleses é convidada pelo Ministro da Guerra da Inglaterra para trabalhar junto aos soldados feridos na Guerra da Criméia onde os soldados se encontravam em abandono e a mortalidade era de 40%.

Florence e mais 38 voluntárias foram para trabalhar, com a sua ação a mortalidade caiu de 40% para 2% e foi chamada pelos soldados de "anjo da guarda" e ficou conhecida como " Dama da Lâmpada" ( eis o símbolo da enfermagem), pois à noite com a lanterna na mão saía percorrendo as enfermarias atendendo os doentes.

Recebeu um prêmio do governo inglês, o que mudou o destino da enfermagem foi a Escola de Enfermagem sob o seu comando em 1959. Esta escola tinha disciplin rigorosa, do tipo militar, com exigências de qualidades morais. O curso tinha 1 ano de duração com aulas diárias com médicos que era a única pessoa qualificada para ensinar, e era ele que decidia quais funções iria colocar nas mãos das enfermeiras.

Apesar de na época não se dar a devida importância a profissão, a mesma se propagou pelo mundo a partir da Inglaterra. Nos Estados Unidos a primeira escola foi fundada em 1873. E já em 1877 as enfermeiras diplomadas prestavam serviços à domicílio em Nova Yorque.